Podcast sobre economia com Gustavo

Olá,

Estarmorta e Gustavo conversaram sobre temas básicos de economia e reforma da previdência nesse podcast.

E aqui o link para o SPOTFY.

Falei enfaticamente e de forma pouco agradável, eu sei, que eu gostaria que vocês não tentassem nos iluminar com os estudos de Maria Lucia Fattorelli e Denise Gentil. O motivo é meio simples: cobrindo economia há quase dez anos, já nos deparamos com os argumentos delas ALGUMAS VEZES, e achamos uma bosta. Então se seguimos dizendo que a previdência PRECISA de reforma não é porque não conhecemos os referidos pensamentos, é porque achamos eles ruins. Mas aqui fica uma breve explicação do por que:

Tanto Fattorelli quanto Gentil parecem insistir que não há déficit na previdência porque a seguridade social arrecadaria mais do que gasta e que o governo usaria o superávit previdenciário para pagar juros da dívida. Como falamos no podcast, NÃO É BEM ASSIM QUE A DÍVIDA PÚBLICA FUNCIONA.

Em segundo lugar, exploramos no começo do podcast o fascinante conceito econômico de CUSTO DE OPORTUNIDADE: o custo de uma escolha não é apenas o preço dela, mas também aquilo que você deixa de usufruir ou deixa de ganhar quando faz aquela escolha.Então você aí bonitão que fica defendendo que o governo gaste tudo com previdência social se esquece que os recursos são escassos, e que se o estado se tornar um gigantesco fundo de pensão, vai faltar grana pra saúde e educação, por exemplo.

Eu sei que tem gente que não lida bem com o conceito básico de ESCASSEZ DE RECURSOS. A resposta clássica de alguns economistas mais heterodoxos para esse problema é contrair mais dívida (o que leva a um aumento dos juros, dos quais vocês adoram reclamar), ou utilizar outras formas de expansão monetária que geram inflação, um problema seríssimo que o Brasil superou com sucesso graças ao Plano Real, assunto para outro Podcast.

Ademais, mesmo que as pesquisadoras estivessem certas e a previdência atual fosse um show de sucesso ATUALMENTE, o sistema tem que durar gerações e, como estamos envelhecendo e nossa taxa de natalidade caindo, a tendência é ele se tornar cada vez mais deficitário. Vamos parar com o pensamento mágico que o superávit não vai surgir só porque a gente quer.

Mas é sério gente. NÃO ME MANDEM ESTUDOS DA FATTORELLI E DA GENTIL.

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